As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar – Revista Pazes

Revista Pazes

Uma amiga minha me indicou uma ótima matéria sobre educação emocional para crianças.
Intitulada: As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar, da Revista Pazes.

A matéria fala de como nós adultos podemos influenciar na formação emocional de nossas crianças, algo que muitas vezes é menosprezado ou, no mundo machista que vivemos, ignorado por ser “sensível demais”.

Acredito que crianças que sejam criadas com filosofias de vida voltadas para seu desenvolvimento emocional se tornam humanos adultos mais fortes mentalmente, capazes de se adaptar melhor aos problemas da vida e assim, se superarem. Se tornam mais resilientes, mais disciplinados, mais focados, mais inteligentes e assim por diante.

Na matéria, várias formas de se fazer isso são citadas:

  • Acabar com a superproteção, pois isso cria crianças mais vulneráveis à problemas e dependentes de outras pessoas (normalmente dos pais, mas pode ser de um marido ou de uma esposa, por exemplo);
  • Fortalecer o otimismo, a automotivação e o entusiasmo natural das crianças e que tantas vezes é perdido até a fase adulta (as vezes bem antes, como na adolescência);
  • Aumento da capacidade de expressão, seja verbal ou corporal e ainda conscientização de suas expressões, criando assim seres que podem controlar melhor a si mesmos e suas reações emocionais;
  • Aprender a conviver com o estresse e com a inquietação, assim sabendo pensar melhor sobre situações repentinas e que podem trazer problemas para si mesmo, etc.

Na matéria, há uma citação muito interessante:

“Somos seres emocionais que aprendem a pensar,
não máquinas pensantes que aprendem a sentir”
Stanisla Bachrach

Eu lembrei de um texto do Dalai Lama que dizia (mais ou menos) que todos nós humanos nascemos para sermos felizes e que todos nascemos puros e nos tornamos sobrecarregados e aflitos com os problemas que enfrentamos que acabamos por esquecer como sermos felizes de verdade, de uma maneira pura e genuína.
Acho que criarmos nossas crianças para serem capazes de lidar com os problemas emocionais que elas virão a ter, os prepara para um futuro mais tranquilo e melhor, sabendo lidar melhor consigo e com os que os cerquem.
Repito um trecho que escrevi acima: virão a ter. Não disse que podem vir a ter, pois isso implica em uma possibilidade remota, quando na realidade ela é certa. Todas as nossas crianças enfrentarão problemas e elas tem que saber lidar com eles, estarem mentalmente capacitadas para isso ou ao menos para se adaptarem e buscarem soluções viáveis é um ótimo legado que podemos dar para elas.

Para quem tiver interesse, segue a matéria na íntegra abaixo ou no link: As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar.

Para aqueles que lutam por seus filhos, gosto de parafrasear o lema romano:
Força e Honra, Sempre!
Grande abraço a todos!

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As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar

bebê-696x586Nossas primeiras experiências com o mundo marcam o início do nosso desenvolvimento emocional. Na infância se tece uma rede que conectará nossa mente e nosso corpo, o que determinará em grande parte o desenvolvimento da capacidade de sentir e de amar.

Neste sentido, nosso crescimento emocional dependerá dos nossos primeiros intercâmbios emocionais, que nos ensinarão o que ver e o que não ver no mundo emocional e social no qual nos encontramos.

Assim, o campo da nossa infância nos permite semear o amor de maneira natural, o que determinará que a capacidade de amar e de sermos amados cresça de maneira saudável e nos ajude a nos desenvolvermos no futuro.

“Somos seres emocionais que aprendem a pensar, não máquinas pensantes que aprendem a sentir”
Stanisla Bachrach

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome.
As amostras de carinho e afeto elevam a autoestima das crianças e as ajudam a construir uma personalidade emocionalmente adaptada e inteligente. Ou seja, o nosso amor as ajuda a lidar com os medos naturais que surgem nas diferentes idades, fomentando um grau de sensibilidade saudável.

As crianças têm uma confiança natural em si mesmas. De fato, nos surpreende que frente a desvantagens insuperáveis e fracassos repetidos elas não desistam. A persistência, o otimismo, a automotivação e o entusiasmo são qualidades inatas das crianças.

Percebermos isso nos ajuda a sermos conscientes do quão importante é amarmos nossos filhos e educá-los em relação ao respeito, empatia, expressão e compreensão dos sentimentos, controle da impaciência, capacidade de adaptação, amabilidade e independência.

© Beata Chipman

O que podemos fazer para criar crianças felizes e saudáveis?
O temperamento de uma criança reflete um sistema de circuitos emocionais inatos específicos no cérebro, um esquema de sua expressão emocional presente e futura, e de seu comportamento. Estes podem ser adequados ou não, por isso a educação deve se tornar um apoio e um guia para elas.

Para alcançar uma saúde emocional ideal, devemos mudar a forma como se desenvolve o cérebro das crianças. A ideia é que através do amor e da educação emocional estimulemos certas conexões neuronais saudáveis.

Ou seja, todas as crianças e todos os adultos partem de certas características determinadas que devem ser administradas em conjunto para que possamos alcançar o bem-estar físico e emocional.
Por exemplo, quando uma criança é tímida por natureza os adultos que se encontram ao seu redor a protegem exageradamente, fazendo com que ela se torne ansiosa com o passar do tempo.

A educação emocional requer uma certa “desaprendizagem” adulta. Uma criança tímida deve aprender a dar nome às suas emoções e a enfrentar o que a perturba, não deve sentir que cortamos suas asas porque ela é vulnerável.

Um adulto deve demonstrar empatia sem reforçar suas preocupações, propondo, por sua vez, novos desafios emocionais que a permitam evoluir. Deve-se proteger a saúde emocional da criança através do desenvolvimento de suas características naturais.

amada

As chaves básicas de uma educação emocional saudável
1. Os especialistas costumam recomendar que ajudemos as crianças a falarem de suas emoções como uma maneira de compreender a si mesmas e os demais. Entretanto, as palavras só dão conta de uma pequena parte (10%) do verdadeiro significado que obtemos através da comunicação emocional.

Por essa razão, não podemos ficar só na verbalização; devemos ensiná-las a compreender o significado da postura, das expressões faciais, do tom de voz e de qualquer tipo de linguagem corporal. Isso será muito mais efetivo e completo para o seu desenvolvimento.

2. Há anos vem se promovendo o desenvolvimento da autoestima de uma criança através do elogio constante. Entretanto, isso pode fazer mais mal do que bem. Os elogios só ajudarão as nossas crianças a se sentirem bem consigo mesmas se eles estiverem relacionados a ganhos específicos e ao domínio de novas aptidões.

3. O estresse é um dos grandes inimigos da infância. Entretanto, é um inconveniente com o qual elas têm que conviver, por isso protegê-las em excesso é uma das piores coisas que podemos fazer. devem aprender a enfrentar estas dificuldades naturais de tal forma que desenvolvam novos caminhos neurais que as permitam se adaptar ao meio no qual vivem.

Não podemos tentar criar nossas crianças em um mundo da Disney de inocência e ingenuidade. O estresse e a inquietação fazem parte do mundo real e da experiência humana, tanto quanto o amor e o cuidado.
Se tentarmos eliminar esses obstáculos, impediremos que elas tenham a oportunidade de aprender e desenvolver capacidades realmente importantes que as ajudem a enfrentar desafios e decepções que são inevitáveis na vida.

Revista Pazes

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