Exemplo de Pai Alienado

Olha, já vi muito casos de alienação, mas me solidarizei muito com um novo camarada meu.
Como ele está na justiça pela guarda do filho, por julgar a mãe incapaz de ser guardiã da criança, vou relatar o caso anonimamente, e façam uma avaliação prévia do problema…

O pai e a mãe se separaram quando o filho deles tinha em torno de 1 ano de idade, depois de 11 anos de relação.
O pai, está no Brasil a mais de 15 anos, mas é natural de outro país. Mora em uma capital do nordeste, onde é sócio de um curso de línguas e lá é professor.

O menino, hoje com quase 4 anos de idade, é portador da Síndrome de Down e por isso, requer cuidados especiais para garantir o mínimo desenvolvimento psicomotor e social, o que é recomendado também, um ambiente familiar, onde possa receber o máximo de atenção possível daqueles que o amam.

Pois bem, no último ano, esse pai tem enfrentado diversos problemas no modo como seu filho está sendo criado e no acesso a essa criança.
Ele, conseguiu matricular a criança em duas instituições altamente capacitadas e tradicionalmente aptas aos cuidados com crianças com necessidades especiais (uma a é APAE, a outra não posso citar para manter algum anonimato): aulas adaptadas, fisioterapia, fonoaudiólogos, terapias de socialização, geneticistas, assistência social e os mais diversos meios de facilitar o desenvolvimento psicopedagógico e motor de uma criança com Down e, por faltas constantes, por culpa da mãe, a criança foi desligada das instituições.

Chapado de sono no colo do pai.
=]

Mas não é só isso não…
A mãe, tem criado todo um clima de exclusão desse pai e de negligência para com essa criança:
– Tirou o garoto dessas instituições alegando que ela sabia o que era melhor para o filho;
– Mudou de endereço sem comunicar ao pai, para que ele não soubesse onde seu filho estaria residindo (por sorte, os vizinhos, que conhecem o caso, alertaram esse pai e ele seguiu o caminhão de mudanças para ver onde era o novo endereço);
– Na nova escola, fez a escola assinar um documento de que não permitiria o acesso do pai ao filho (o que não tem nenhum embasamento legal e é até contra a lei, já que ela não tem nenhuma ordem judicial impedindo este acesso);
– Ameaça se mudar do estado onde reside se ele continuar procurando o garoto;
– Viajou no dia dos pais com o menor para que o pai não pudesse ficar com ele na data comemorativa;
– Foi no trabalho desse pai e depredou a instituição em que ele é sócio e trabalha;
– Desacatou autoridade judiciária em ataque histérico por essa autoridade discordar do modo como ela afastava o pai da criança, o que lhe rendeu um processo administrativo;
– O pai dela, o avô materno do garoto, já ameaçou esse pai com uma facão, para que ele não procurasse mais o seu neto, pai da criança;
– Ela busca o menino mais cedo na escola (que por sinal, o pai só descobriu qual era, depois de perguntar de escola em escola se seu filho estava matriculado lá) para evitar que o pai veja o filho na saída da aula;
– Por vezes, já filmadas, quando da presença do pai na saída da escola, ela foge correndo para que ele não veja o filho, mesmo com o garoto gritando pelo pai;
– Mesmo nos dias de visitas do pai, estipulados em juízo, a mãe já tentou impedir que o pai pegasse o menino. Até mesmo no Ano Novo, com ordem judicial, ela só cedeu quando um oficial de justiça foi amigavelmente acionado para entrar em contato com ela e faze-la entender que ela tinha que entregar a criança (o fato demorou umas 6 horas para ser resolvido);
– Disse em juízo, que ele queria a criança para fugir do país e voltar para o país natal dele (lembrando que ele mora no Brasil a mais de 15 anos e tem empresa aqui) e para evitar esse tipo de entendimento do judiciário, ele abdicou da sua cidadania original e deu entrada no pedido de naturalização brasileira;
– Quis obrigar a pediatra do menino a não prestar informes ao pai sobre qualquer condição clínica do filho;
– Mesmo sem nenhuma prova de agressão de alguma espécie, deu entrada na lei Maria da Penha para manter o pai afastado;
– Ele já teve que fazer alguns boletins de ocorrência contra esta mãe, por agressões e ameaças verbais e físicas…

Há muito tempo que eu não via um ser tão pouco preocupado com o bem estar do seu filho e tão obcecada em ferir a outra parte, doa a quem doer, pois se ela não é capaz de notar, o filho que precisa tanto de maiores cuidados, está sendo negligenciado pelo rancor que ela venha a ter sobre este pai.

Por favor justiça brasileira… olhem melhor e com mais atenção as nossas crianças…
Deem uma oportunidade para esse pai e mais ainda, uma real oportunidade para essa criança em ter uma vida digna e garantida de oportunidades que ela tanto precisa…

O pequeno ama o pai e se eu pudesse, mostraria os vídeos ou fotos em que o pai registra isso, pois é dolorido ver uma criança, ainda mais com síndrome de Down, que deve ter um entendimento muito menor do problema que já seria grande para uma criança dita normal… ser afastada de um pai tão preocupado com seu bem estar, que o ama tanto.
Ah, só para constar, o pai é membro de grupos de apoio e de estudo sobre portadores de Down, só para poder entender melhor a condição do filho.

Espero que esse pai consiga resolver o seu problema e mais ainda… o problema do filho em ter uma mãe “responsável” (na questão legal, claro, porque de resto…) tão pouco preocupada com a condição física e bem estar emocional dessa criança…
Estou cansado de ver casos assim..
Boa sorte meu camarada!
Força e Honra!
=I

Obs: lembrando que dia 31/março é o dia mundial da Síndrome de Down!

Meu camarada e seu filho pegando onda.
=]

Nenhum comentário


  1. Olá Lizandro, tu sabes quanto tempo demora o processo para audiência no caso de alienação? São quase três anos,né? Difícil!!!

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    1. Nossa… Tudo isso?
      Eu não sou da área jurídica, sou professor de geografia e por isso não posso lhe responder claramente, mas deve depender de cada fórum, de cada cidade.
      Sei que em cidades pequenas as coisas são muito rápidas, mas quanto maior a cidade, maior o número de casos e com isso, mais lento o processo.
      Espero que seu caso se resolva logo querida.
      Boa sorte!!!
      Força e Honra sempre!!!

      Responder

      1. Obrigada pela resposta, felizmente meus filhos não sofrem alienação, mas o rapaz relatado sim e já está “sem o filho” há tres anos.

        Responder

        1. Ele vê, na marra mais vê, mas só de quinze em quinze dias que ele pega o filho.
          O processo dele tem algo em torno de 1 ano e só está “andando” porque ele é tão persistente que até com o juiz ele já falou para conseguir adiantar o processo.
          =]

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          1. Uma pena que as coisas ainda funcionem dessa forma. E que bom que este não desistirá! Fico sempre feliz em ver homens se empoderando na paternidade. 😀


  2. Parabéns pelo trabalho, com certeza servirá de exemplo para muitos pais e mães. Continue com essa contribuição para a sociedade. abs.

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