"Infância não é carreira e filho não é troféu" – belo texto

Thomaz se achando oftamologista canino! Coitado do meu filhote... =]
Thomaz se achando oftamologista canino!
Coitado do meu filhote...
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O que meu filho tem que aprender aos 4 anos? (Thomaz fará 4 anos em breve)
Bem, na verdade eu me pergunto isso desde que ele nasceu. Antes até…

Eu coloquei música clássica para ele ouvir na barriga… Eu quis colocar ele na natação assim que nasceu… Eu quero ele fazendo algum esporte em breve: judô, futebol, basquete… Quero ele aprendendo xadrex, gamão (até hoje eu não sei) e ludo (lembram disso?)… eu sei lá… música, pintura, poesia… Tudo o que eu sei de fato, é que quero dar oportunidades para ele se descobrir… Para ele poder se desenvolver e ter a chance de ser algo que eu nem tive oportunidade de vivenciar: ou porque não tive acesso, ou porque não podia pagar, ou porque não conheci… se ele decidir fazer algo com a sua vida e for feliz assim, por algo que pude apresentar para ele, serei muito feliz também, realizado.

Mas… sei que muitos pais não veem assim suas crias. Olham para eles não só com orgulho, mas como troféus… que cheios de prepotência, vomitam para todos que puder que seu filho faz isso ou aquilo.
Claro que ficamos orgulhosos com as coisas novas que eles são capazes de fazer ou com coisas que outras crianças não conseguem ainda… parece um bom sinal… sinal de bom desenvolvimento… mas, não devemos nos criticar, ou pior, as nossas crianças, por elas não conseguirem o que outras já conseguem fazer…

Digo isso tudo por causa de um texto que encontrei esses dias, do Instituto da Infância e Adolescência do Paraná – o IAD. No texto, que tem o nome no título dessa publicação, é feita uma crítica muito importante para que seja assimilada pelos pais… “deixe seu filho ser criança e incentive esse descobrimento, dê asas a essa fase”.
Claro que é importante dar todas essas oportunidades, como as que eu mencionei acima, mas é mais importante que seja dado carinho, atenção, zelo…

Leia o texto abaixo e analise se você, como pai/mãe, se não estão cobrando demais de seus rebentos e oferecendo pouco a eles.
Boa leitura!!
=]

Obs: o link original, que me foi repassado pelo pessoal do IAD, segue abaixo:
http://www.todacriancapodeaprender.org.br/infancia-nao-e-carreira-e-filho-nao-e-trofeu/

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Infância não é carreira e filho não é troféu

Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.
Veja alguns exemplos abaixo:
  • Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
  • Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
  • Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
  • Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
  • Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  • Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  • Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
  • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:
  • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  • Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  • Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  • Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?
Muito menos do que pensamos e muito mais!

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  1. Engraçado que eu descobri o Colégio Militar (conheci mesmo, por dentro, grade horária…) depois de formada e decidi que meu filho estudaria ali! Meu filho nasceu e planejei mantê-lo nessa escola somente para ensino infantil, que a partir do 1o ano o colocaria numa escola que o preparasse para as provas do 6o ano do colégio militar! Até que um amiguinho dele saiu da escola atual. O Isaac me deu a notícia, me abraçou e pediu para que eu nunca o tirasse da escola, que ele não quer deixar de ver os amigos dele! Com 4 anos… Do que ele precisa?

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