O lado paterno é sempre o pejorado, mesmo no teste de DNA.

Conheci um caso que me levantou muitas dúvidas.
Um pai estava entrando com o pedido de visitação às filhas (duas), pela defensoria pública. Até aí tudo bem, né?!
Mas… ele antes, queria dar entrada no pedido de DNA, e ficou sabendo que…. prestem atenção… se o DNA provasse que as filhas eram realmente dele, ele poderia ser processado pela mãe por acusação falsa de paternidade ou algo assim, e mais… ele teria que, primeiro, tirar o nome dele do registro de nascimento das meninas e caso ficasse comprovado a paternidade dele, incluir novamente o nome dele no registro delas, arriscando até mesmo mudar o nome delas no processo, além de poder ser processado pela mãe no caso de afirmativo no DNA e tal.

Eu não entendi a lógica!!!
Vejamos…

É necessário retirar primeiro o nome do registro de nascimento dos menores para depois fazer o exame?
Isso não seria necessário somente depois de uma resposta negativa do tal exame?
E depois, o sujeito tem motivos para crer que os filhos não são dele, pede o teste como meio cabal de resolver isso, caso contrário, pode viver na dúvida para sempre, e por isso, ele pode ser processado em caso afirmativo???

É justo viver na dúvida?

Já ouvi casos de pais que foram descobrir anos depois de convivência que não eram os genitores, inclusive teve um caso de um músico famoso.
Nesse tempo todo, se paga pensão… se crê que essas crianças seguem sua linhagem, dá-se dedicação, amor, carinho e sei lá mais o que e de repente, você tem que conviver com uma dúvida que muda tudo, porque a justiça entende que é moralmente negativo para a mãe esclarecer essa questão? E o negativo para o pai??? E tudo que ele pode estar sendo cobrado da justiça ilegalmente???

Por que o pai é sempre perjorativizado pela justiça brasileira???

Queria descobrir quem foi o FDP que colocou todos os pais na fogueira.
Esse sim deve ter sido um desgraçado.
Porque tantos pais de bem tem pagar por isso??

Sei que esse post não ficou tão diplomático como normalmente me disponho a escrever, mas não consigo entender certas “lógicas” e “racionalidades” do judiciário brasileiro em “defender o melhor para o menor”.

Cadeia de DNA

O pai em questão, me disse que antes eles facilitavam mais o exame de DNA, mas, como muitos pais entraram com o pedido e não resultaram em nada (ou seja, davam afirmativo), resolveram burocratizar o pedido do exame e deram causa de ganho para alguns pedidos de danos morais para as mães que se sentiram ofendidas com esse processo.

E os que deram negativo, não contam? Não valem o esforço pelo acesso ao exame?
Olha… não sou direitista, não sou advogado, sou um mero professor, mas tento trabalhar com a lógica quando meu intelecto permite.
Se o exame der negativo, o pai resolver processar a mãe por danos morais e cobrar de volta as pensões retroativas pagas a ela… ele terá essa facilidade? Ele pode ser indenizado por essa perda? Com a mesma facilidade que ela seria indenizada?

Sei que estou vendo só o caso do genitor nessa caso, que as crianças que passam por um teste de DNA e descobrem que o dito pai não é mais o genitor, podem sofrer um grande choque, mas porque colocar o peso desse problema no pai ao invés da mãe?

Parece que sempre quem paga o pato é o pai.
Porque???

O pai em questão, preferiu então, entrar com o pedido de visitação das meninas, para assegurar o direito dele de visita, mesmo que continue na dúvida se ele é ou não o genitor biológico delas, mas pelo apego que ele tem as garotas, preferiu manter assim e engolir a dúvida.
Eu o entendo. Pai é quem cria, quem educa, mas será que essa dúvida pesará na cabeça dele mais e mais com o passar dos anos?
Será que ele ficará em paz com isso?
Não sei… não sei como eu me sentiria.

Exame de DNA

Acho que é algo muito pessoal e que não poderia culpar ou julgar uma postura de um pai que crê na dúvida e em caso de exame negativo, se retira da vida de uma criança.
É uma situação muito complexa, mas que para variar, a justiça brasileira prefere colocar panos quentes ao invés de resolver.

Espero que as meninas tenham do melhor, pois mesmo com a dúvida, ele resolveu que ia seguir em frente como se não houvesse nada que o impedisse de praticar sua paternidade.
Isso eu respeito.

Força e honra companheiro!

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