Dor de um pai

Quando me separei, ele tinha 1 ano e 7 meses mais ou menos.
Deixei a casa e praticamente tudo o que tinha nela, toda a estrutura para meu flho, minha ex-enteada (completando 15 anos na época) e meu ex-cunhado (13 anos na época).
Seja como for, por motivos que não vou comentar abertamente, sai com um mochilão pra casa do padrinho do Guimba (isso mesmo, não é pela igreja, óbvio, mas meu filhote tem padrinho. Cachorro chique).

Demorei uns 3 ou 4 dias pra ver Thomaz de novo. Só esses poucos dias. Parece muito pouco, não é?
Não tenho palavras para descrever a dor da perda que eu sentia e a dor da alegria do reencontro.
Nunca imaginei dor emocional tão avassaladora quanto a que senti com a distância dele.
A sensação é que perder um braço era melhor do que sentir aquilo.
Eu não parava de chorar quando o abracei de novo e sentia a cabecinha dele no meu ombro.
Demorei meses para me restabelecer e poder praticar uma guarda compartilhada na prática (apesar de não registrada).

Sempre me perguntei como um pai pode abandonar um filho. Como pode parar de procurar e de tentar sempre, seja qual for o obstáculo,  ver e amar seu filho.
Hoje eu entendo que a dor, daqueles que amam, é tão grande, que pessoas de baixa força de vontade, podem preferir se distanciar da dor de qualquer maneira.
Não, não respeito isso não. Eu não aceitava a ideia de não poder criar meu filho e corria atras de convencer a mãe dele a não dificultar isso.

Eu não teria paz se me mantivesse longe dele, mas entendo a opção de abandonar tudo.
Repito, entendo, mas não respeito o que se julga pai e opta por essa opção.

Eu nunca teria a chance de ser feliz na vida, se estivesse longe do meu maior sonho. Do meu pequeno monstrinho!
=]

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