Acidentes acontecem… faça o que é preciso!

Não é nada fácil, mas acidentes acontecem e temos que estar prontos para atender nossos filhotes em casos complicados.
Thomaz já tomou ponto duas vezes, uma na testa e outra na boca. Já caiu e ralou o joelho, as pernas, as mãos e o tronco sei lá quantas vezes.

O ponto na testa foi de um acidente na creche.
Ele estava correndo de chinelo e caiu. Bom, pelo menos foi o que a creche disse na época.
Eu só cheguei quando a mãe dele já estava saindo da sala de sutura com ele. Depois fui fazer um raio-x com ele para ver se estava tudo bem por dentro. Se não tinha “quebrado a cabeça”.
Não é fácil uma criança, na época com 2 aninhos, ficar deitada numa mesa fria e num ambiente estranho, mesmo com a presença dos pais. Tive que segurar a cabeça dele de lado e com o corpo segurar o corpinho dele para bater a chata lateral da cabeça.
Ele ficou muito assustado e nervoso, mas tinha que ser feito, então eu o fiz.

Uma outra vez foi pior.
Ele apareceu com um roxo ao redor do olho. Dessa vez a creche não ligou para avisar e mal deu satisfação.
A mãe levou ele no médico e ele ficou em observação a noite toda, com uma anormalidade que apareceu na tomografia. De manhã, quando cheguei, a mãe estava muito nervosa e eu assumi.
Ficamos esperando horas para ele dormir, mesmo estando sedado.
Com o nervosismo da mãe, ele ficou nervoso também e o sedativo não fez efeito. Tive que esperar para poder dar outro sedativo.
Depois de umas 5 horas esperando, ele apagou e podemos fazer a nova tomografia que mostrou que não tinha mais nada. O que tinha deveria ser um coágulo de sangue da pancada e já estava desfeito.

Mas a pior vez mesmo foi quando eu estava no caixa eletrônico com ele. Ele correndo dentro da agência, brincando, veio de frente e meteu a cara numa divisória de vidro da agência. Pegou de frente e abriu a boca.
Fui com ele para o hospital e não teve jeito. Tinha que levar ponto.
Foi muito difícil, pois não adiantava só segurar a cabeça dele. Ele no meu colo e eu segurando as pernas dele entre as minhas, uma enfermeira segurando os braços dele e eu a cabeça para a dentista costurar o lábio, que ele não parava de mexer.

O mais importante, é você mostrar confiança para a criança e dar conforto para ela.
O trauma é muito grande e eles precisam de carinho e afeto nessa hora.
Por isso, aguenta a pressão e faça o que é preciso! Eles precisam da gente!
=I

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  1. Adorei seu blog! Que histórias, hein! Fez muito bem em todas! Força sempre pra você e seu anjinho!

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  2. Obrigado!E eu faço o que é preciso para ele, ou melhor, sou o que ele precisa que eu seja!=]

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  3. Já segurei meu filho prá que ele levasse pontos na testa (bateu na quina da mesa da sala de recreação na creche). Ele gargalhando de nervoso e eu chorando, sem coragem de sair de perto, segurando e tentando acalmá-lo. O médico não podia dar os pontos com ele gargalhando. Segurar minha filha, aos 10 meses de idade para que fosse aplicada injeção, tirar sangue, pegar veia, porque não concebia a idéia de deixá-la só com os médicos e enfermeiras. É uma tortura e sinceramente não sei se fiz bem. Não sei se me associavam ao sofrimento pelo qual tiveram que passar e eu lá, dizendo que tudo ia ficar bem. Lá se vai quase trinta anos e eu ainda me questiono, mas na hora H, acho que faria tudo de novo. Vai entender!!!

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