Legal ou Moral?

Essa semana me deparei com uma reflexão muito importante. a diferença entre Legal e Moral.
Partindo do suposto que são termos similares e apesar de serem usualmente utilizados de forma igual, mas que na verdade são conceitos bem diferentes.

Muitas pessoas usam o que é legal para impingir o que muitas vezes não é moral.
A definição, segundo o dicionário Pribetam da língua portuguesa, é a seguinte:

moral
(latim moralis, -e, relativo aos costumes)

adj. 2 g.
1. Relativo à moral.
2. Que procede com justiça. = CORRETO, DECENTE, HONESTO, ÍNTEGRO, JUSTO, PROBODESONESTO, ERRADO, IMORAL, INDECENTE
3. Não físico nem material (ex.: estado moral). = ESPIRITUAL
5. Conforme às regras éticas e dos bons costumes.
s. f.
6. Conjunto dos princípios e valores morais de conduta do homem.
7. Bons costumes.
8. Conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo.
9. [Filosofia]  Tratado sobre o bem e o mal.
10. Suscetibilidade no sentir e no proceder.

Enquanto que Legal, tem outro sentido:

legal

(latim legalis, -e, relativo às leis)

adj. 2 g.
1. De lei.
2. Conforme com a lei, ou por ela prescrito.
3. [Brasil, Informal]  Que está em ordem. = CERTO, REGULARIZADO
4. [Brasil, Informal]  Que denota qualidades positivas (ex.: óculos legais, filme legal, garota legal, sugestão legal). = BOM, BACANA
Se tiver que haver, e espero que haja, um entendimento entre as partes, lembre-se que o “moral” tem que ser o politicamente correto para os genitores e para a criança, pois de uma relação baseada em moral, é mais simples o entendimento entre as partes.
A lei, ou seja, o legal, nem sempre cobre o que é moral. Se algo é moral, é algo que se procede com justiça, com o que é correto.
Mas nem tudo que é moral, é amparado na lei e com o atraso em rever e reestruturar algumas leis antigas, nem toda lei, é moralmente correta. Por isso, pense bem antes de qualquer ação contra a outra parte.
Basear-se no que é moral, evita muitos traumas para todos.
Não é porque a lei garante algo, que esse algo está correto ou é o melhor para todos, pois se não é justo, não é moral.

Falo isso para as mães que alienam seus filhos de seus pais (é imoral, e se não for provado, é legal);

Falo isso para os pais que procuram colocar seus filhos arbitrariamente em situações que não são melhores para todos (para os dois genitores e para o menor), como, por raiva ou implicância,  a mãe ou o pai criam um clima de ciúmes onde a criança tem que optar entre “amar” mais um do que o outro (isso para mim não é amor, é imoral e é legal).
Falo isso para as mães que não dão espaço aos pais, que querem ser presentes na formação do filho, mas que não podem vê-los fora dos dias de visitação determinado em juízo (é imoral, principalmente por ouvir tantos casos injustificados, por pura “pirraça” da mãe, mas é legal).
E tantos outros exemplos cabíveis dentro da legalidade, mas também dentro da imoralidade.

Não acho que seja obrigatório a amizade entre as partes, mas acho sim que é cabível e necessário a diplomacia.

Afinal de contas, no meu ponto de vista e no de muitos especialistas na área, a presença dos dois genitores, o máximo possível na vida da criança, é fundamental para um bom equilíbrio social, psicológico e estrutural dela e é obrigação dos genitores garantir isso.

Sem moralidade, não há paz!
Pensem e me digam se o que eu disse faz sentido.
=l

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