Pai americano pede devolução de filho trazido para o Brasil pela mãe – Matéria

Fundação Bring Sean Home ("tragam Sean para casa") divulga foto do garoto de 13 anos, ao lado do pai, o americano David Goldman, em pescaria; Sean foi levado do Brasil na véspera do Natal de 2009

Um pai dos EUA entrou com um pedido na justiça brasileira por entender que seu filho foi sequestrado e trazido ilegalmente ao Brasil por sua mãe.

Como isso teria se dado?
Os dois genitores moravam no estado do Texas(EUA) e depois de separados, estabeleceram a guarda compartilhada do filho, Nicolas Scott Brann, com atuais 6 anos. Em julho de 2013, a mãe pediu para o pai assinar a autorização de viagem dela com o filho para o Brasil, para visitar parentes. Autorização essa onde ficou registrada a data de retorno do menino.
Assim o pai autorizou, mas a mãe não voltou mais para os EUA, se estabelecendo em Salvador/BA com Nico, seu filho.
Segundo as leis internacionais e mesmo do Brasil, essa mãe está em posse ilegal de seu filho, devendo levar este de volta aos EUA para, no mínimo, voltar ao regime de guarda compartilhada.

Você tem alguma dúvida de que ela está ilegal, mesmo que seja mãe?
Imagine a situação inversa e me diga se não vê algo errado. Um pai que pegasse seu filho e não levasse de volta para o convívio de sua mãe, seria um criminoso. Não é?!
Uma criança com 6 anos, que tenha crescido com seu pai e sua mãe, de repente é privada do convívio de um de seus amados genitores… isso está errado por sí só, ou não?

A matéria está no site da Folha de São Paulo, e levanta várias questões acerca dessa problemática.
Essa mãe está sendo acobertada pela justiça brasileira, pois todos sabemos que nossos magistrados são muito tendenciosos para com a mãe. Sim, a justiça brasileira, no caso do estado da Bahia, está cometendo um crime internacional e nacional em troca da visão de que por uma mãe tudo é possível e mais um vez, esquecem de ver o que é melhor para a criança.

Destaco uma das desculpas usadas pela juíza como justificativa de manutenção da criança no Brasil: “a criança estava adaptada ao seu novo ambiente”. Me desculpem, mas isso abre um precedente gigantesco!
Se um dos genitores sequestrar o filho e sumir por uns 2 anos – como no caso específico – e depois reaparecer, ele fica com a guarda alegando que agora a criança está adaptada a “vida de sequestrada”?!?!
Isso é um absurdo! E de novo, se não parece repugnante quando uma mãe faz isso, porque sei que tantos pensar que assim o é se um pai fizesse o mesmo???

A matéria ainda lembra do caso Sean Goldman, também noticiada pela Folha de São Paulo, onde o pai David Goldman, também dos EUA, travou uma luta enorme contra a “justiça” brasileira, numa caso que parou na Supremo Tribunal Federal, decidindo então pela entrega do menino ao seu pai biológico e retirando da família materna e do padrasto, que alegava direito de guarda do menino, mesmo depois da morte da mãe deste.

Acho que o Brasil vem evoluindo no quesito dos meios legais, na questão de preservação dos interesses da criança, mas ainda há uma maioria de magistrados que negligencia as próprias leis existentes e teimam em ver somente o lado materno e nunca o lado paterno, o que entendo e defendo que o maior prejudicado é a criança.

Cris Brann é mais um pai aleijado da convivência com seu filho pela omissão e mesmo ilegalidade das aplicações das leis no Brasil.
Espero que ele possa ter acesso garantido ao seu filho em breve e que a justiça seja feita fazendo esse menino regressar aos EUA, onde ele está legalmente registrado em guarda.
Em países onde os magistrados são mais sérios, essa mãe perderia o direito total à guarda por não ser capaz de dar ao seu filho o direito de convívio com o outro genitor e a praticar a guarda compartilhada. Mas sabemos que isso não acontecerá no Brasil atual.

Para todos aqueles que lutam por seus filhos:
Força e Honra, Sempre!
Grande abraço a todos!

Foto mais atual de David e Sean Goldman, vivendo nos EUA.

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