Alienação Parental Uma Ova! – texto e crítica

Eu já ouvi muitas defesas a favor das mulheres, mas essa saiu da curva.
Não, não vou atacar e nem nunca foi minha pretensão ser um misógino (aversão as mulheres, para os que não saibam), mas acho que mais uma vez as que se dizem feministas erraram feio ao caracterizar a alienação parental como forma de ataque as mulheres e não as filhos.

No texto que achei na internet, intitulado: “Alienação Parental uma ova!”, a autora retrata a alienação como uma desculpa para “tirar” da mulher o “direito divino” de cuidar de uma criança por conta de homens inescrupulosos.

Lembrando que Alienação Parental é na sua maioria sim de mães contra pais, mas pode ocorrer o inverso também

Eu cheguei a me questionar sobre criticar ou não esse texto, mas acho que ele merece sim, para que não sirva de base para a defesa de passíveis alienadores.

Então, primeiro segue o texto na íntegra e depois minhas críticas.

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Alienação Parental uma ova!

Quem dera o mundo fosse assim…não existiria mais agressores nem vitimas, as crianças não seriam maltratadas sob todas as formas possíveis, nem mulheres seriam vitimas de violências físicas ou psicológicas ou qualquer outra… e assim, viveríamos todos felizes para sempre! Opa… acorda Alice!!! Vivemos no mundo real.. onde crianças são diariamente maltadas, espancadas, abusadas ou mortas. Onde mulheres e crianças são agredidas sob todas as formas possíveis e imagináveis. Onde as denúncias esbarram nas instituições que deveriam proteger e voltam caladas ou sob forma de subordinação… E aí está, talvez, a maior das violências… a que cala, a que oprime e a que deixa impune agressores e culpam as vítimas.

Atualmente, vivemos no “Fantástico Mundo de Bob”: onde não há mais agressores, onde não há mais abusadores, onde não existem mais homens com desejo insaciável de vingança… existem apenas mulheres alienadoras… sim, porque ao conversar com os defensores só se ouve que as mães é que são alienadoras… essas mães são as que reúnem “forças do útero” para defenderem seus filhos, apos já terem sido submetidas a diferentes formas de violência. Reúnem forças e se opõem contra a violência aos filhos. E o que acontece? Esbarram em um sistema que as culpa, que as responsabiliza, que não as ouve. Esbarram em um sistema extremamente abarrotado de atribuições e muitas vezes sem capacidade de enxergar ou reconhecer a violência, por vezes sutil, por vezes escondida atrás de um suposto genitor coitadinho, escondida atrás de um suposto direito.

As leis de alienação parental e guarda compartilhada estão “na crista da onda” no Brasil. Sim, no Brasil, depois de já terem sido rechaçadas em outros países, agora vem o Brasil com toda sua “sapiência” instituir leis falidas, fadadas ao fracasso. Mas o pior e mais nefasto: leis que fazem das crianças indefesas verdadeiras cobaias. Leis que agridem de forma imensurável o direito de uma vida pacifica. Leis que botam por terra o empoderamento feminino e esmagam o direito da mãe de se opor a situações de violência impostas aos filhos. E como nossos legisladores não identificam isso? E como nossos peritos, magistrados e juristas não identificam isso? Não identificam porque o volume de processos é gigantesco e humanamente impossível de ler com o cuidado que a situação requer… Não identificam porque estão com a mente voltada para encontrar a todo custo indicio de alienação e punir a mãe que quer proteger o filho… Não identificam porque nem toda forma de violência é reconhecida; porque vivemos numa sociedade machista e historicamente patriarcal, onde a palavra da mulher tem menor valor…

Deveria haver uma comissão de ética, além de peritos específicos, treinados e capacitados para avaliar essas questões… não se pode expor um inocente a ser literalmente uma cobaia de algo que já se sabe que vai dar errado de forma tão leviana… de forma não empática. Nem vamos citar a nefasta ideia de dividir de forma equivalente o período de convivência entre os genitores… Não requer muito esforço para encontrar inúmeras evidencias científicas do quanto isso é nefasto para as crianças, principalmente as menores até os sete anos. Não se pode dividir as crianças ao meio… elas precisam de estabilidade, de referencial. Até mesmo adultos fixam residência, não ficam trocando de casa o tempo todo… mas impõem essa condição as crianças. Pergunto-me: por que será que não identificam essa coisificação e adultização das crianças? Por que banalizam?

Sim, as crianças tem direito a convivência com o outro genitor…DESDE QUE SAUDÁVEL. Desde que isso não gere ansiedade para a criança ou para a mãe, que muitas vezes é obrigada a entregar um filho para alguém sem capacidade parental nenhuma… Inúmeros são os exemplos da incapacidade parental, onde não existe um sentimento genuíno de proteção… aliás, o ‘instinto’ de proteção está diretamente relacionado a capacidade de amar. Quanto mais se ama mais se protege. Ninguém que é saudável mentalmente expõe um filho à situação de perigo alguma.

Mas basta conversar um pouco com as pessoas para já descobrir que todos ouvem falar da lei de alienação… mas o que todos não sabem é o que está por trás dela… não sabem que ela privilegia muitas vezes agressores… não sabem que beneficia abusadores, pessoas violentas e vingativas ou mesmo opressores.. não sabem que deixam vulneráveis as crianças, que deveriam na menor suspeita serem blindadas.

Ao tentar proteger os filhos, as mulheres esbarram na mais sórdida forma de opressão: a possibilidade de perder a guarda dos filhos. Estamos vivendo uma era atípica! De um lado todo apelo para proteção infantil como o Estatuto da Criança e Adolescente e outras leis internacionais de proteção, que claramente suplicam para que ‘qualquer suspeita de maus-tratos ou violência contra criança” seja denunciada e averiguada. De outro, a Lei de Alienação Parental amedrontando as mulheres e fortificando as ameaças de que, ao menor sinal de dúvida ou provas cabais do delito, essa mãe perderá o direito de criar seus filhos. E assim, passam-se anos até que a criança ou a mãe sejam capazes de identificar, reunir provas ou denunciar uma situação abusiva contra os filhos…seja ela qual for. Quem melhor do que a mãe ou quem convive diariamente com a criança para reconhecer alterações que podem ser indícios de algum sofrimento infantil?

Causa perplexidade vivermos numa sociedade com leis tão punitivas para uns e tão injustas para outros. Infelizmente, a lei de alienação que deveria ser uma lei de proteção dos direitos da criança, vem sendo utilizada para deixar impune as mais variadas formas de violência contra a criança. Vem sendo utilizada para punir as mães, porque agora não é normal uma mãe proteger os filhos….mãe que protege os filhos tem que ser punida… porque agora não é normal crianças, principalmente na primeira infância, serem dependentes das genitoras (vejam vocês que absurdo!) e rasgam-se todos os estudos sobre a importância da dupla mãe-filho… porque agora, não há mais agressores mas sim mães alienadoras.
Chega desse conto da carochinha de que as mães são alienadoras… chega dessa história! Qualquer argumento que uma mãe utilize em prol dos filhos não é bem visto e já enquadram ela como alienadora. Alienação Parental uma ova!!! O que toda mulher quer é deixar seus filhos longe de qualquer forma de violência possível….Esquecem-se os defensores dessa lei tão punitiva para as mães que, ao punir e retirar o direito da mãe de criar um filho ou retirar o direito constitucional de ir e vir com sua prole, estão punindo e condenando principalmente a criança, que deve, sob todas as formas, ser protegida!!

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Mesmo que esse pai não queira estar presente, não fale mal dele para seu filho. Muitos são os males que isso causa a essa criança. Deixe ela descobrir quem é o pai dela.

Francamente… não sei nem por onde começar minhas críticas, mas… vamos lá.

1 – Se fosse um caso estreitamente de homens contra mulheres, ela ainda estarei errada, pois é contra o que se pratica as crianças e não as mulheres (como se toda genitora fosse mãe de verdade);
2 – A alienação é sim praticada também de pais contra mães, por isso, também é uma forma de proteger a mãe;
3 – Os casos referidos de abusos sexuais e agressões contra crianças não são “somente” de homens contra crianças, mas em mais de 50% dos casos são ocorridos com participação ou conivência das mães, depois por pais e outros parentes, como tios/as, irmão/ãs, primos/as (lembrando que parentes dos dois gêneros, masculinos e femininos)
4 – Proteger uma criança não é impedir o pai de ver o filho. Se o pai é incapaz de cuidar de uma criança, que se prove na justiça, pois por teoria, os dois são responsáveis pela geração da criança e assim, responsáveis também pelos cuidados dela. Pensasse melhor na  hora de engravidar, que tipo de pai e mãe seu filho viria a ter. E se não planejou, azar. Vai ter que se virar com o que tem.
5 – “Quem melhor do que a mãe ou quem convive diariamente com a criança para reconhecer alterações que podem ser indícios de algum sofrimento infantil? ” Oras… vai me dizer agora que toda mãe é psicóloga, pedagoga ou assistente social para entender com clareza o que faz bem ou mal? E outra, um pai não pode ter essa capacidade também porque??? E no que diz respeito a quem convive com a criança diariamente… quantas crianças não convivem mais com suas babás e professores do que com a mãe ou o pai? Se eles indicarem esse problema e a mãe se omitir… Quem é essa mãe que não procura resolver os indícios de sofrimento infantil apresentados por seu(ua) filho(a)?

Ah, chega… acho que não preciso mais argumentar tanto…
Tem dúvidas jurídicas sobre o que é alienação parental, procure um advogado. Quer ter uma noção dos males que fazem as crianças, assista o documentário “A Morte Inventada”.

Puxando sardinha para o meu lado, todas essas informações são encontradas nesse blog.

Alienação Parental é uma defesa pelas nossas crianças e não contra as mães. Não esqueçam disso!
Força e Honra, Sempre!

2 Comentários


  1. Ótima crítica a este texto que eu já conhecia e não consegui ler até o fim, me deu nojo.

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  2. Ela apagou o texto do site. Agora que ela foi alienada, doeu nela. Honestamente também não consegui ler tudo porque dá um embrulho no estômago. Graças a deus isso nunca aconteceu comigo, mas já vi com um amigo. Ele MORREU por dentro, sabe quando você olha pra uma pessoa e parece que a alma foi embora? É ele agora. Eu não sabia sequer como ajudar e só vi ele passar de um cara sempre sorridente pra alguém apático em um ano. Não sei se aguentaria… Cheguei até a desejar que houvesse, sei lá, um útero artificial pra não ter que passar por isso

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