Cincuncisão Infantil

Eu sempre fui contra.
Me desculpem as alegações religiosas, a incapacidade médica e de alguns pais em resolver o problema de maneira mais simples, mas acho que conta-se um grande mentira de que crianças pequenas não sofrem com a circuncisão ou que isso tem seus benefícios.

Para quem não sabe do que se trata, circuncisão é cortar a pele da cabeça do pênis, ou como a definição que achei no wikipédiaCircuncisão, exérese do prepúcio, peritomia ou postectomia é uma operação cirúrgica que consiste na remoção do prepúcio, prega cutânea que recobre a glande do pênis.

Eu nunca acreditei que esse tipo de cirurgia fosse algo sem sequelas negativas. Há até o mito de que assim o pênis fica maior do que o normal e que fica mais bonito (não posso opinar sobre isso, até porque acho esses argumentos ridículos demais para perder meu tempo), mas… encontrei um artigo na revista Superinteressante que fala justamente sobre os malefícios dessa cirurgia no psicológico dos jovens e adultos e as diferenças de comportamento em bebês e crianças após a cirurgia.
O artigo é intitulado Xô Bisturi! (sem comentários também, sobre o nome do artigo) e traz a tona vários dos problemas, como no trecho retirado abaixo:

“Estudos mostram que alguns homens sentem raiva, vergonha, desconfiança e mágoa por terem sido circuncidados. Ansiedades sexuais, redução da expressão emocional, baixa autoestima e depressão também têm sido descritas. Não podemos estimar a proporção de homens circuncidados que sofrem esses impactos porque a maioria deles não tem consciência disso. Simplesmente aceitam as consequências como parte de sua personalidade.

Mas a realidade é bem diferente. A literatura médica possui evidências de que a circuncisão é muito dolorosa e traumática. Alguns bebês não choram porque entram em choque. E 87% deles exibem mudanças de comportamento logo depois, como alterações nos padrões de sono, no nível de atividade e na interação com a mãe. Também podem ficar mais irritados ou ter problemas para comer. Diferenças na resposta à dor foram demonstradas aos seis meses de idade em meninos circuncidados. Segundo os pesquisadores, elas representam efeitos neurológicos duradouros e são um sintoma de um trauma precoce.”

Acho que só isso já leva a pensar melhor sobre o problema.
Seu filho tem dificuldades em colocar a cabeça do pênis para fora? Converse com o pediatra dele e procure formas de ajudar, o que inclui sim, o manuseio manual dos pais no pênis do menino. Parem de frescura e façam.
Depois, ensinem o menino a fazer o mesmo.

Meu filho teve uma época em que não queria abrir a pele do pênis, dizia que doía e tudo, o que eu sabia que era mentira. Devia ser alguma espécie de vergonha, mas como resolvi? Simples. Peguei a mangueirinha do chuveiro e apontei na cabeça do pênis dele, que encheu que nem um balão com a água. hehehehe
Ele se divertiu e viu que era frescura dele. Poucos dias depois de fazer isso (durante todos os dias), ele estava abrindo de novo para limpar, sem problemas. Duro foi parar de brincar de balão.
=]

Lave todos os dias e abra todos os dias, desde bebê e não precisará passar por esse risco psicológico traumático com seu filho.

Grande abraço do grande!
=]

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  1. Bem, sobre esta questão é penso que se podemos fugir do bisturi é melhor, mas acho que a circuncisão quanto mais cedo fizer é melhor sim, e não vejo sinceramente os problemas descritos, pois os mesmo afirmados podem acontecer independente da circuncisão, eu fiz a minha já adulto e sexualmente ativo, o que foi problema é me adaptar, isto é acostumar, não foi uma questão religiosa mas sim por conta de dificuldades que tive após uma infecção urinária e optei pela cirurgia, que em nada afetou minha vida, muito pelo contrário…..tudo andou muito bem…

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