Super Minibebê, Ativar! – comentário e texto

pedronocolodopai

Achei um texto muito legal de um pai encarando seu recém-nascido e ainda outro fator que lhe deixou muito preocupado no começo: seu filho nasceu mini.
É mais comum do que se imagina, como ele mesmo descreve no texto, mas todo prematuro é um susto para um pai que não está acostumado com esse tipo de coisa.

O texto está no site Canguru BH, um site de Belo Horizonte voltado para cuidados e dicas para crianças, mas que aborda muitas reflexões a cerca da temática.
O texto entitulado “Super Minibebê, Ativar!“escrito por Eduardo Ferrari na sessão Papo de Menino.

Bem, segue abaixo o texto na íntegra.
Espero que gostem!
Grande abraço a todos!
=)

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Super Minibebê, Ativar!

Eu não conhecia a expressão “minibebê” até o meu primogênito nascer. Pedro chegou ao mundo com pouco mais de 30 semanas o que o obrigou a ficar algum tempo no hospital para ganhar peso. Ele nasceu com 1 quilo e 400 gramas e foi para casa duas semanas depois com 1 e 900. Ao levá-lo, lembro da preocupação da minha esposa: “Como pessoas da nossa altura podem ter um bebê tão pequeno?”, ela se perguntava em voz alta.

Felizmente, não houve complicações adicionais. Ele era bem cabeludinho e completamente saudável, mas também era um “minibebê” como me disse a obstetra assim que ele nasceu. Mesmo depois de seu período de “engorda” no hospital, ele exigia atenção dobrada, era como uma porcelana que podia se quebrar num simples escorregão.

Foi quando descobri que os “minibebês” são mais comuns do que eu imaginava. Segundo um estudo da Fiocruz que acaba de ser divulgado, somente no Brasil, nasceram 340 mil bebês prematuros no último ano, o equivalente a 931 por dia ou a seis a cada 10 minutos. Além do prematuro precisar de internação em unidades de terapia intensiva, ele tem aumentado em três vezes o risco de morte no primeiro ano e de sequelas futuras para sua vida adulta. Somente por esses dados, vocês podem imaginar o tamanho da nossa preocupação com o Pedro. Ele era tão pequenino, como dizia carinhosamente seu pediatra, um especialista em prematuros. Era um “minibebê” que cabia dos pés à cabeça no meu antebraço.

Dava um frio na barriga fazer qualquer coisa com ele. A banheira era uma piscina, o berço parecia uma planície, a coberta uma lona de circo, a mamadeira uma garrafa pet, eu um gigante do pé de feijão. Tudo era grande perto dele. Lembro-me da primeira vez em que saímos com ele de casa, quando completara três meses. Fomos a um shopping da cidade e todos se espantavam com nossa coragem de circular pelos corredores com um recém-nascido. Mal sabiam que Pedro era um “minibebê” apenas. Não nos demos ao trabalho de explicar que ele não tinha nascido há apenas alguns dias.

Pedro cresceu e com 10 meses havia atingido a curva normal de crescimento para sua idade. Tudo ficou bem.Agora, aos 11 anos, ele sabe de robótica e de internet de um jeito que eu nunca vou entender. Fala inglês com mais facilidade que eu. Está aprendendo a tocar violão como nunca consegui. Nada como um peixe enquanto eu quase me afogo e completa jogos do PS4 enquanto eu nem consigo passar da primeira fase. Pergunta: “Vocês, pais, também se impressionam assim diante dos seus meninos?”

Hoje, acho mesmo que Pedro estava era com pressa de ver como são as coisas aqui fora, nesse mundo confuso e louco em que vivemos (mas mesmo assim fascinante). A vida é mesmo um milagre. É um privilégio ver nosso menino crescendo. Vai ver era isso que eu queria dizer quando comecei esse texto: não importa o tamanho ou o jeito que seu filho nasça. Ele sempre vai te surpreender.

 

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