Bullying por Danilo Gentili, criticado pelo site PacMãe

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Num site muito interessante sobre maternidade, mas com um olhar de mães (autoproclamadas) nerds, achei uma matéria muito interessante (dentre tantas).

O site é o PacMãe, onde vários são os assuntos com a temática nerd, onde  4 mães de crianças ainda novas, falam de gênero, educação, brinquedos e brincadeiras e tantas outras coisas dentro dessa visão nerd.

Pois bem, elas (na verdade a publicação é da Ly Pucca) fazem uma grande crítica ao livro do apresentador Danilo Gentili, intitulado “Como se tornar o pior aluno da escola”.
Nele, a temática é simples: ensina a fazer toda espécie de zona numa escola, e dentre elas… ensina a praticar bullying.
A publicação é intitulada – Bullyig: quando Danilo Gentili mais uma vez se coloca contra as mães.

Eu sou professor e percebo que a sociedade ainda não entende bem o problema que é o bullying.
Já ouvi muitos falarem:
– Na minha época (essa frase sempre me remete à algo retrógrado. É assim com vocês também?) todos colocavam apelidos em todos e não era problema…
– Todo mundo zuava o gordinho, a magrela, o zarolho, o quatro-olhos, o viado, o fedorento, a piranha… e ninguém morria por isso (já repararam também que é sempre uma presunção de que o outro não se importava de ser ofendido?)
– E daí? O cara que fazia isso recebia uma advertência no máximo e ainda assim era o bambambam…
– Frescura! Assim é bom que ele acorda e para de ser otário!
– Se a pessoa não reclama, é porque gosta ou não se importa…

Gente… é muita imbecilidade imaginar que isso não afeta ninguém…
Quem não lembra de uma garota mais quieta, calada e toda tímida na sala, com o cabelo cumprido cobrindo o rosto? Ou de um garoto de óculos que ficava de cabeça baixa quando cruzava com alguém no corredor e quase se tremia todo se o professor falasse com ele?
São crianças/adolescente que estão desenvolvendo timidez extrema, medo, fobia ou até mesmo depressão.
A pessoa que sofre o bullying normalmente não tem a opção ou não deu intimidade para isso. Uma coisa entre amigos vá lá, mas como forma de humilhar uma pessoa que o “defeito” é ser diferente ou introvertido… não pode ser entendido como legal!

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A tabela apelidôrica

Na matéria, a escritora lembra alguns dos trechos do livro como a tabela “apelidórica”, ensinando como colocar apelidos para humilhar o outro, dividindo critérios como: aspecto físico, odor da pessoa ou personalidade, assim, pegando num ponto fraco, ampliando as chances de conseguir um apelido vexatório para a vítima.

Ah, ela (a autora) também lembra outros trechos do livro onde o péssimo comportamento em sala de aula deve ser visto como um “troféu”. Sério isso?
Um pai como sou hoje, mão vou querer isso para meu filho… e não adianta eu dizer para ele saber se defender dos apelidos ou ser um “bom menino” se comportando bem, se nossa sociedade ainda “parabenizar” o comportamento fora da linha do entendido como “bom”.

Meu total apoio à Ly Pucca e as PacMães por recriminar esse tipo de propagação do (vou dizer no mínimo) desvio de ideal para nossa sociedade.
Não apoio bullying nem como professor e nem como ser social, que dirá como pai.

Para aqueles que lutam por seus filhos, parafraseio o lema romano:
Força e Honra, Sempre!
Grande abraço do grande!

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