Pai Barrado em espaço de Família em Shopping – notícia e comentário

Pais, filhos, banheiros e fraldários: polêmica até quando?

Mais uma vez nossa sociedade se mostra incapaz de acolher a paternidade.
No caso em questão, um pai foi convidado a se retirar do espaço “família” de um shopping aqui no Rio, quando uma outra mulher entrou no espaço. Ele, que sempre ajuda sua esposa com seu casal de gêmeos, se sentiu indignado e os dois levaram o caso as mídias sociais.

Encontrei a notícia no site do jornal O Globo, intitulada: Pai barrado em fraldário estuda entrar na justiça contra shopping. Fato ocorrido nesse domingo passado, dia 1/maio e publicada por Claudio Nogueira.

Eu acho que tem que processar mesmo.
Acho que mesmo que tenha sido um caso menor dentre os problemas de uma sociedade, nós nunca iremos olhar para a paternidade enquanto ela não for discutida abertamente em seus problemas.

O espaço que deveria ser da “família” na verdade é só para inglês ver?
Eu já passei por isso no meu passado recente. Leia a matéria: Banheiro para famílias ou para mães?
Agora que meu filho já é maiorzinho e não precisa de fralda, vamos ao banheiro masculino e pronto, mas um homem com uma menina, ainda fica limitado em espaços públicos. Como ele leva essa menina ao banheiro? Se ela precisar de ajuda, como num número dois, o que fazer??

A mãe e esposa, Agatha, ainda fez uma bela reclamação no https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fagatha.cristina.7%2Fposts%2F1122836421112854%3A0&width=500“>Facebook, na página do shopping.
Retiro da reclamação dela um simples frase que para mim, representa bem o problema social: “Não é bonito o homem ficar escanteado”
Ela ainda complementa: “aquele (pai) que deseja e precisa participar não deve ser tratado como um ET e sua mulher como preguiçosa, é um absurdo não incentivar a presença do pai num lugar chamado “espaço família”…mas esqueci….nem uma licença (paternidade) decente os homem têm. O que esperar!?”

O Pai, Diego, na matéria do jornal O Globo, deixa seu recado também:
“Um pai participativo é visto muitas vezes como paizão, mas têm pessoas que não entendem essa postura. Tem quem ache que a mãe tem que dar conta de tudo, suportar todas as coisas. às vezes chego em casa exausto, mas não me furto a participar. Acho estranho o contrário.”

Infelizmente, não somos criados para incentivar isso e sim, o contrário é o normal para nossa sociedade. Condenamos as mulheres a serem perfeitas e os homens a serem simples provedores de dinheiro.

Diego reclama como que um shopping deveria ser capaz de receber a todos, acabou se tornando um espaço de segregação familiar. Já que nem em espaços públicos, como praças e jardins, é facilitado o cuidado com crianças, que dirá para pais ativos, pelo menos os shoppings deveriam garantir isso, mas…

Fica aqui minha solidariedade ao casal!
É uma pena isso tudo, mas só com atitudes pró-ativas como essas que mudaremos nossa sociedade. E mais do que ao Diego, o pai da história, meu apoio para a mãe Agatha, que visualiza e apoia a paternidade ativa de seu marido.
Grande abraço a todos!

 

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