Pai não é ajudante de mãe! – texto

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Achei um texto muito legal esses dias e quero compartilhar com vocês.
Sempre me vi como parte impreterível da vida do meu filho e nunca me imaginei como um simples auxiliar, ajudante. No texto do Márcio Schusterschitz, no site Real Maternidade, entendo que esse texto expõe bem o meu entendimento do que é a paternidade.

Espero que gostem como eu gostei.
Para todos aqueles que lutam por seus filhos: Força e Honra, Sempre!
Grande abraço a todos!
=)

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Pai não é ajudante de mãe!

Ao que parece, os pais ainda estão no tempo do ajudar. As pessoas te perguntam se você ajuda. Ajudar parece ser algo ocasional, marginal, periférico, pontual ou filantrópico. As mães engravidam e amamentam, mas, em geral, a biologia para por aí. Pai não é para ajudar. É para mais do que isso.

Não apenas porque as mães trabalham, porque os cuidados aumentam, porque houve revolução nos papéis de gênero ou qualquer motivo mais ou menos político. O pai é mais do que ajudar porque é o que faz o pai pai. O que faz o pai define o que é o pai, coloca o homem com sua filha ou filho, cria as histórias, a cumplicidade, o conhecimento e permite os momentos, especialmente os bons momentos.

Filho é diferente do diploma da faculdade. Não é curricular. A pessoa tem filho porque quer ter filho, porque quer amar um filho, viver uma vida em conjunto. Não é porque chegou a hora, porque está com alguém por algum tempo já, porque conseguiu estabilidade no emprego. E quando isso acontece, da criança vir, a vida é outra, é um outro caminho.

Não é a mãe que caminha e o pai que aparece nos cruzamentos, rotatórias ou esquinas da infância. O pai não conhece seu filho no jogo de futebol, na apresentação do ballet, quando paga a festinha no buffet. O importante na vida do pai é o dia a dia, colocar o uniforme da escola, trocar a roupa, dar banho, alimentar, levar ao médico e tudo o mais dentro daquela infinidade de coisas que precisam ser feitas em uma casa com criança.

Ser pai não é diversão, cena ou momento, porque ser pai é muito mais do que isso. Pai é um acumulado. Não é apenas aquela conversa quando precisa ou aquele passeio especial. Pai não é para estar satisfeito com o que fez ou elencar o que passou. Pai é presença, participação, divisão e companhia. Por isso essa insatisfação com o ajudar.

Está na definição da coisa o esforço, o cansaço, o trabalho, a iniciativa e a presença. A criança é viva. Essa vida se coloca para a casa, não para a mãe. Não apenas porque queremos que nossas crianças sejam boas crianças ou porque queremos que nossas mães vivam em casas justas.

O esforço de ser pai existe para o pai. É o que preenche, o que aproxima, faz compreender e amar. Não existe pai sem mãos sujas, sem preocupação, sem ansiedades ou com sono em dia. Em resumo, não existe pai que não viveu sua criança, que não esteve nos seus dias. O pai não aparece, o pai não é um evento. É preciso colocar o pai no mesmo mundo de suas crianças.

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